segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Vantagem Competitiva - VC

VC pode ser entendida como uma vantagem que uma organização tem em relação aos seus concorrentes. Há, porém, diferentes correntes teóricas que explicam a VC.
De modo mais técnico, pode-se dizer que a VC é a ocorrência dos níveis de performance econômica acima da média de mercado em função das estratégias adotadas pelas empresas.
Algumas das teorias que já foram vinculadas à explicação da VC são o posicionamento esteatégico, a teoria dos recursos, as teorias baseadas nos processos de mercado e as teorias de competências dinâmicas.
Com vinculação mais a uma destas teorias, tem-se que a VC geralmente se origina de uma competência central do negócio e que para ser efetiva, a vantagem competitiva precisa ser:
  • Difícil de imitar;
  • Única;
  • Sustentável;
  • Superior à competição;
  • Aplicável a múltiplas situações.
Exemplos de características de organizações que poderiam construir uma VC incluem:
  • foco no cliente, valor para o cliente
  • qualidade superior do produto
  • distribuição ampla
  • alto valor de marca e reputação positiva da empresa
  • patentes, direitos autorais e de propriedades industrias
  • técnicas de produção com baixo custo
  • proteção do governo
  • equipe gerencial e de funcionários superior
Existem estudiosos que defendem que em um mercado competitivo, que muda rápido, nenhuma dessas vantagens pode ser mantida a longo prazo. Eles alegam que a única vantagem competitiva sustentável é construir uma empresa que esteja tão alerta e ágil que sempre encontrará uma vantagem, não importa que mudanças ocorram.

Michael Porter

Michael Eugene Porter é um professor Harvard Business School, interessado nas áreas de Administração e Economia e é autor de diversos livros sobre estratégias de competitividade.
Estudou na Universidade de Princeton, onde licenciou-se em Engenharia Mecânica e Aeroespacial. Obteve um MBA e um doutorado em Economia Empresarial, em Harvard, onde tornou-se professor com 26 anos.
Foi consultor de estratégias em diversas organizações norte-americanas e internacionais, tendo um papel ativo na política econômica. Os resultados de seu trabalho foram conceitos como a análise de indústrias em torno de cinco forças competitivas e das três fontes genéricas da vantagem competitiva, que são:

  • Diferenciação;

  • Baixo Custo;

  • Focalização em Mercado Específico.
Em The Competitive Advantage of Nations, Porter amplia sua análise, aplicando a mesma lógica das corporações às nações, lançando o célebre modelo de Diamante.
O famoso "Diamante" de Porter